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  • Eu sei tudo sobre você!

    Rodrigo, eu sei tudo sobre você! Seu endereço, seu CPF, seu cartão de crédito, e-mail, telefone, placas de carro, locais que frequenta, em quem votou, sua cor de pele, suas preferências, o seu clube de futebol. O trecho acima, um pouco modificado e adaptado a este breve artigo, foi retirado da propaganda de um dos maiores bancos do país e é, realmente, bastante impactante. Hoje, estamos expostos a tudo. Nossa vida é um livro aberto, com páginas cristalinas para quem quiser ler. O acesso por um link enviado ao nosso e-mail, uma visita a um site na internet, um cadastro em uma loja online para comprar um livro ou, agora, na pandemia, já que devemos permanecer em casa, na compra de um alimento através de um aplicativo de entregas. Em todas essas atividades estamos, de alguma maneira, folheando as páginas da nossa intimidade e as entregando para um mercado altamente rentável e que precisa ser regulado. Não raro, passamos a perceber na imprensa notícias sobre os megavazamento de dados e o uso indevido da nossa privacidade. A venda das nossas informações é uma sistemática praticada há muito tempo, mas só agora, quando vigora a Lei Geral de Proteção de Dados, passamos a prender nossa atenção no assunto. As cifras movimentadas nesse negócio são inimagináveis. No ano corrente, 2021, já assistimos boquiabertos a repercussão sobre dois megavazamentos que deixaram expostos nossos CPFs, bem como uma infinidade de outros dados, especialmente aqueles que são capazes de gerar não só danos pessoais, mas, também, prejuízos de ordem financeira. Os golpes praticados são os mais variados possíveis, desde acessos indevidos a redes sociais, bem como a tomada de empréstimos ou fraudes a cartões de créditos, algo bastante comum no mercado financeiro. A lógica é de que através do rastreamento seja possível identificar a origem do vazamento, quando serão verificados os requisitos de responsabilização insculpidos na Lei. O respeito a segurança dos dados e a privacidade é um dos princípios fundamentais da Lei Geral de Proteção de Dados, que prevê, entre outras coisas, que os agentes de tratamento de dados devem adotar medidas de segurança, técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizadas e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado e ilícito. Enquanto a Agência Nacional de Proteção de Dados está em sua fase embrionária, temos visto com frequência os órgãos do judiciário fiscalizando a autuando os agentes de tratamento de dados com as penas previstas na legislação. As penalidades pelo descumprimento das regras previstas na Lei Geral de Proteção de Dados são variadas e vão desde uma singela advertência até multas percentuais sobre o faturamento da empresa, limitadas em R$ 50 milhões. Em um futuro breve, essa será uma sistemática que passará a ocorrer com muito mais frequência. Logo, é importante que as empresas se conscientizem e estabeleçam regras para o acompanhamento e controle dos dados coletados na execução de suas atividades sociais, assegurando aos seus funcionários, clientes e fornecedores a integridade dos dados eventualmente tratados. A implementação as normas da LGPD é uma realidade que precisa ser enfrentada. Não queremos ser mais um Rodrigo Mendes de Souza, com a privacidade violada. Dessa forma, fomentar o respeito aos direitos fundamentais de liberdade, privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural será essencial. Edson Berwanger, advogado e consultor. Parceiro da AdvisorTips

  • Fusões e Aquisições - 4/6 - Negociação

    Essa publicação é parte de uma série, e nela vou falar mais sobre a etapa de Avaliação e negociação. A negociação em um M&A requer atenção a certos aspectos para ter sucesso. Algumas dicas incluem: Preparação: é relevante que as equipes envolvidas tenham informações financeiras e operacionais suficientes das empresas envolvidas. Alinhamento de expectativas: é necessário que as expectativas das duas empresas estejam claras antes da negociação. Comunicação efetiva: a comunicação clara e objetiva entre as empresas é importante para abordar todas as questões relevantes. Seja sempre propositivo e menos argumentativo. Valoração apropriada: a valoração da empresa alvo deve levar em conta fatores financeiros, de crescimento e sinergias. Não há porque forçar suposições ou outros meios de se obter uma valoração muito superior ou muito abaixo. Flexibilidade: é necessário estar disposto a negociações e adaptações durante o processo, já que imprevistos podem surgir. Consideração de riscos: é preciso avaliar e gerenciar os riscos envolvidos na M&A, incluindo financeiros, regulatórios e operacionais. Assessoria especializada: é fundamental contar com o apoio de especialistas em M&A, como advogados, consultores financeiros e contadores, para tratar adequadamente as questões legais e financeiras. Ao se preparar para uma negociação, é importante debater as possibilidades previamente entre a equipe que vai negociar, definindo papéis claros de cada um, e já considerar algumas técnicas de negociação, como: MACNA (mínimo aceitável para chegar a um acordo negociado) Momento onde se estipulam os deal breakers ou condições não aceitáveis em hipótese alguma; ZOPA (área de possibilidades de acordo) Define o intervalo possível de negociação; e BATNA (melhor alternativa a um acordo negociado) Criada em Harvard. Analisa as alternativas visando encontrar aquela que propicia o ganha-ganha para as partes envolvidas. Estas técnicas ajudam a identificar seus objetivos, valores e limites, e a chegar a um acordo satisfatório para ambas as empresas. Além disso, durante a negociação é importante definir alguns aspectos importantes, tais como Tag Along, Drag Along, Call option e Put option. Essas são opções presentes em muitos M&As e têm o objetivo de proteger os interesses das partes envolvidas. A Tag Along é uma opção que permite aos acionistas minoritários da empresa vendida participarem da venda caso a maioria dos acionistas da empresa tenha decidido vendê-la. Isso garante que todos os acionistas tenham a oportunidade de se beneficolar da empresa se assim desejarem. Já o Drag Along é uma opção que permite à maioria dos acionistas da empresa vender suas ações, independentemente da vontade dos acionistas minoritários. Isso é útil em situações em que a maioria dos acionistas está motivada a vender sua participação na empresa, mas há um ou mais acionistas minoritários que não estão interessados. A Call option é uma opção que permite à compradora da empresa adquirir as ações da empresa vendida a um preço definido previamente, dentro de um período específico. Isso permite à compradora garantir a aquisição da empresa, mesmo que as condições financeiras mudem. Já a Put option é uma opção que permite à vendedora da empresa vender as ações da empresa a um preço definido previamente, dentro de um período específico. Isso permite à vendedora ter uma saída segura caso a empresa não desempenhe como o esperado. Essas opções ajudam a proteger os interesses das partes envolvidas e a assegurar que a transação seja bem-sucedida em toda a jornada dos sócios. É muito importante que as equipes de negociação compreendam as implicações de cada uma dessas opções e que elas sejam incluídas no acordo de forma apropriada. Listei aqui algumas dicas importantes para garantir que o M&A seja bem-sucedido na fase de negociação, mas características entre os envolvidos, como paciência, persistência, flexibilidade e profissionalismo, também são muito essenciais para o sucesso nesse processo. < Artigo Anterior Próximo Artigo > Rucelmar Reis C-Level | Board Member | Advisor | Mentor Sócio Fundador da AdvisorTips Essa publicação faz parte do website Advisor.Tips e é protegida por direitos autorais.

  • Fusões e Aquisições - 6/6 - Integração

    Esta fase envolve uma série de desafios, como a fusão de culturas, a integração de sistemas e processos, a alocação de recursos e a combinação de equipes. Mas como fazer isso acontecer? Bem, é importante ter lideranças fortes e bem estabelecidas tanto na esfera estratégica quanto operacional. Eles irão liderar a integração e ajudar a garantir que tudo esteja funcionando sem problemas. Aqui estão alguns pontos importantes a serem considerados durante a fase de integração: Comunicação clara: é importante ter uma comunicação clara e aberta com todos os funcionários, fornecedores e outros stakeholders envolvidos na transação. Isso inclui explicar as motivações da transação e como ela afetará a empresa e seus funcionários. Integração de culturas: as diferenças de cultura podem ser um obstáculo para a integração bem-sucedida das empresas. É importante identificar e compreender essas diferenças e buscar soluções para superá-las. Integração de sistemas e processos: combinar sistemas e processos diferentes pode ser um desafio. É importante identificar e priorizar as áreas onde a integração é mais importante para o sucesso da transação. Alocação de recursos: é importante avaliar e alocar recursos, incluindo pessoal, finanças e tecnologia, de maneira eficiente para maximizar o valor da transação. Integração de equipes: combinar equipes de diferentes empresas pode ser desafiador, especialmente se houver diferenças culturais ou de liderança. Outros aspectos também são bem importantes. Por exemplo: Os sócios estão alinhados sobre o que querem alcançar com essa nova operação? O novo organograma será montado olhando quais critérios? A empresa conseguiu capturar as sinergias e benefícios da fusão ou aquisição durante o processo de integração? Enfim, essa fase de integração é a final e é tão importante quanto as demais para o sucesso de uma transação de M&A, requerendo uma abordagem cuidadosa e muito bem planejada. Existem transações que colocam tudo a perder por não dar a devida importância para esse momento. Então, siga com cuidado e estando muito bem assessorado nesse processo com um todo. < Artigo Anterior Rucelmar Reis C-Level | Board Member | Advisor | Mentor Sócio Fundador da AdvisorTips Essa publicação faz parte do website Advisor.Tips e é protegida por direitos autorais.

  • Fusões e Aquisições - 5/6 - Diligência

    Nessa série de artigos e publicações, falei um pouco sobre os aspectos importantes em um M&A. Agora, vou falar mais sobre a due diligence e sua importância. Nessa fase, o comprador precisa confirmar de forma mais exata as informações que recebeu inicialmente. Para isso, é necessário uma avaliação minuciosa e detalhada da empresa que se quer adquirir ou fundir. O objetivo é fornecer informações importantes sobre a saúde financeira, situação jurídica e riscos potenciais da empresa. Por que essa fase é considerada tão importante? Bom, realizar uma due diligence completa é essencial para garantir que a decisão de fusão ou aquisição seja bem respaldada e que todos os riscos envolvidos sejam considerados. E também para identificar possíveis problemas que precisam ser resolvidos antes da finalização da transação. O que se espera apurar nessas informações e dados coletados? A due diligence pode revelar problemas ocultos na empresa, como questões de compliance, litígios pendentes ou situações financeiras frágeis. Isso permite que o comprador tome medidas para minimizar esses riscos antes de fechar a transação. Alguns pontos verificados: Situação financeira da empresa: incluindo informações financeiras recentes, como balanços, demonstrações de resultados e projeções financeiras. Operações: incluindo a estrutura da empresa, processos internos, fornecedores e clientes. Propriedade intelectual: registros de marcas, patentes, direitos autorais, etc. Conformidade legal e regulatória: verificação de obrigações tributárias, compliance com leis e regulamentos, etc. Questões ambientais: verificação de passivos ambientais e conformidade com regulamentos ambientais, se for o caso. Questões trabalhistas: verificação de litígios ou reclamações trabalhistas pendentes. Esse processo fornece informações valiosas que ajudam a garantir a segurança da transação e a maximizar o retorno sobre o investimento para o comprador. Por isso, é importante que seja realizada por profissionais experientes e que a equipe de negociação tome conhecimento de cada item e possa tomar decisões com base nas informações obtidas. Se durante a due diligence for encontrado algo relevante, como questões financeiras sérias, problemas legais, questões ambientais graves, entre outros, é importante avaliar a situação e decidir se ainda é viável prosseguir com a negociação. Algumas opções nesse caso seriam: Negociar com a empresa alvo para chegar a um acordo sobre como resolver esses problemas; Ajustar o preço da transação para refletir os riscos e problemas encontrados; Desistir da transação, se achar que os problemas são sérios o suficiente graves para inviabilizar o negócio (deal breaker). A decisão final dependerá do quanto esses problemas impactam o valor e a viabilidade da transação, bem como da capacidade e disponibilidade de recursos para resolvê-los. É importante ter um bom advisor, um conselho jurídico e financeiro antes de tomar qualquer decisão. < Artigo Anterior Próximo Artigo > Rucelmar Reis C-Level | Board Member | Advisor | Mentor Sócio Fundador da AdvisorTips Essa publicação faz parte do website Advisor.Tips e é protegida por direitos autorais.

  • Fusões e Aquisições - 3/6 - Screening

    Falei em publicações anteriores dos conceitos básicos por trás de um processo de Aquisição ou Fusão de empresas. Nesse artigo, vou falar mais sobre o que olhar e buscar em uma empresa a ser adquirida. O processo de fusão e aquisição (M&A) é complexo e requer uma série de etapas. A primeira delas é a Identificação de alvos, ou screening, onde é necessário identificar as empresas potenciais para se fazer um M&A. Para isso, é preciso avaliar uma série de critérios, como: Posição no mercado: avaliar se a empresa alvo é bem posicionada no mercado e se tem uma presença forte. Saúde financeira: verificar se a empresa tem uma situação financeira saudável, com lucros consistentes e bons indicadores financeiros. Potencial de crescimento: avaliar se a empresa tem potencial para crescer e expandir suas atividades. Capacidade de gerar valor: avaliar se a empresa pode gerar valor para a empresa adquirente, por exemplo, através de sinergias ou oportunidades de mercado. Alinhamento estratégico: verificar se a empresa alvo está alinhada à estratégia de negócios da empresa adquirente. Competências e habilidades: avaliar se a empresa alvo possui competências e habilidades complementares às da empresa adquirente. Estrutura organizacional e Societária: verificar se a empresa alvo possui uma estrutura organizacional e societária sólida e eficiente. Cultura organizacional: avaliar se a cultura organizacional da empresa alvo é compatível com a da empresa adquirente. Essas avaliações são fundamentais para garantir que o M&A seja bem-sucedido e gere valor para as duas empresas. Na Advisor.Tips, nós realizamos esse trabalho de screening para os clientes, mediante uma matriz de avaliação, onde cada um desses itens são avaliados e medidos por um peso apontado pelo cliente. Dessa forma, conseguimos avaliar várias empresas potenciais de realização de negócio e também nos ajuda a definir a prioridade nas negociações, bem como um eventual Goodwill na transação. É importante que a empresa adquirente sempre conte com o acompanhamento de um advisor especializado em M&A, para garantir que as decisões sejam baseadas em informações precisas e confiáveis. Investir tempo e recursos no screening, com as técnicas adequadas, é economizar muito no processo como um todo. O sucesso deste tipo de transação começa justamente nessa fase. < Artigo Anterior Próximo Artigo > Rucelmar Reis C-Level | Board Member | Advisor | Mentor Sócio Fundador da AdvisorTips Essa publicação faz parte do website Advisor.Tips e é protegida por direitos autorais.

  • Fusões e Aquisições - 2/6 - Passos

    No primeiro artigo dessa série, falei um pouco sobre a importância das Fusões e Aquisições como fator de crescimento das empresas. Nesse artigo, vou falar mais como funcionam as fusões e aquisições. O processo de M&A pode ser complexo e levar vários meses. Alguns dos passos incluem: Identificação de alvos: as empresas interessadas em fazer uma fusão ou aquisição precisam identificar as empresas (processo de screening) que são alvos ideais para suas estratégias de negócios. Esse estudo e decisão são cruciais e muito estratégicos para que as demais fases possam acontecer. Já nessa fase, é muito importante o acompanhamento de um advisor que possa ajudar nessa busca e montagem do plano de negócios. Avaliação e negociação: depois de identificar as empresas alvo, é necessário avaliar seus negócios, financeiras e outras informações relevantes para determinar se é viável realizar a transação. Em seguida, as empresas envolvidas negociam os termos da transação, incluindo o preço e as condições do acordo. Due diligence: antes da finalização da transação, a empresa adquirente realiza uma revisão aprofundada das finanças, operações e outros aspectos da empresa alvo. Esse processo é conhecido como due diligence. Aprovação regulatória: dependendo do tamanho e da natureza da transação, pode ser necessário obter aprovação regulatória antes de concluir a transação. Integração: depois que a transação é concluída, é necessário integrar as duas empresas, incluindo a combinação de recursos, processos e culturas. Vou falar um pouco mais sobre cada uma dessas fases nas próximas publicações dessa série. Mas, como nem tudo são flores, quero já abordar um pouco sobre os desafios das fusões e aquisições. Embora as fusões e aquisições possam trazer muitos benefícios para as empresas, também podem enfrentar desafios significativos, incluindo: Integração difícil: a integração de duas empresas pode ser complexa e levar tempo. É importante considerar a cultura, os processos e outros fatores para garantir o sucesso da integração. Perda de talentos: após a fusão ou aquisição, é comum que alguns funcionários deixem a empresa, seja por overlaping de funções, novas lideranças ou nova cultura imposta. É importante tomar medidas para minimizar a perda de talentos e garantir a continuidade dos negócios. Problemas financeiros: as fusões e aquisições podem levar a problemas financeiros, incluindo a necessidade de obter financiamento adicional ou a falta de economias financeiras previstas inicialmente (não confirmação das sinergias estimadas). Questões regulatórias: a obtenção de aprovação regulatória pode ser desafiadora e atrasar a conclusão da transação. É importante considerar cuidadosamente as questões regulatórias antes de iniciar uma transação. Em resumo, as fusões e aquisições são estratégias importantes para o crescimento das empresas, mas também podem enfrentar desafios significativos. É importante considerar cuidadosamente os fatores relevantes antes de se envolver em uma transação M&A e sempre contar com profissionais especialistas nesse tipo de transação, desde a sua formulação estratégica, até todo o processo de integração. Nas próximas publicações, vamos mais a fundo sobre as fases e desafios desse tipo de transação. < Artigo Anterior Próximo Artigo > Rucelmar Reis C-Level | Board Member | Advisor | Mentor Sócio Fundador da AdvisorTips Essa publicação faz parte do website Advisor.Tips e é protegida por direitos autorais.

  • Fusões e Aquisições - 1/6 - Conceitos

    Fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) são importantes estratégias de crescimento para as empresas, especialmente quando elas buscam expandir seus negócios, adquirir novos recursos ou entrar em novos mercados. Mas como funcionam essas operações e quais são os fatores a serem considerados antes de se envolver em uma? Nesta série de publicações, vamos explicar um pouco mais sobre aquilo que você precisa saber sobre fusões e aquisições. A fusão ocorre quando duas ou mais empresas se unem para formar uma nova empresa. Já a aquisição ocorre quando uma empresa compra ações de outra empresa, tornando-se sua proprietária majoritária. Ambas as estratégias visam aumentar a eficiência, diversificar os negócios e aumentar a presença no mercado. Por que as empresas fazem fusões e aquisições? Existem várias razões pelas quais as empresas podem decidir por uma fusão ou aquisição, incluindo: Acesso a novos mercados: a aquisição de uma empresa estabelecida em um mercado estrangeiro pode ajudar a expandir os negócios de uma empresa e aumentar sua presença global. Diversificação: a aquisição de uma empresa em um setor diferente pode ajudar a diversificar a carteira de negócios da empresa adquirente e mitigar o risco. Acesso a novos recursos: a fusão ou aquisição de uma empresa com recursos complementares, como tecnologia, marca ou talento, pode ajudar a aumentar a eficiência da empresa adquirente. Economia de escala: a fusão de duas empresas pode resultar em economias de escala, como a redução de custos através da combinação de recursos. O importante é estabelecer critérios muito claros sobre o movimento de Fusão e Aquisição, com o objetivo de fazer a busca de negócios (screening) que atendam plenamente a estratégia montada, seja para compra ou venda da operação. Não deixe de conferir as próximas publicações dessa série, onde vou abordar mais sobre o processo como um todo. Próximo Artigo > Rucelmar Reis C-Level | Board Member | Advisor | Mentor Sócio Fundador da AdvisorTips Essa publicação faz parte do website Advisor.Tips e é protegida por direitos autorais.

  • É possível incrementar os resultados de campanhas de e-mail marketing?

    A resposta para isso é quase que óbvia: sim, é possível. Mas... como? E aqui vem a surpresa: basta fazer o básico bem-feito. Não é necessariamente complexo, mas certamente é trabalhoso. E os resultados compensam! Segundo diversas pesquisas, estudos, testes, experimentações, experiências e afins, o e-mail marketing é um instrumento de alta performance/ROI. Ótimo, eu concordo. Entretanto, ainda percebo certa dificuldade dos profissionais que estão à frente da gestão desse canal em extrair o máximo de resultados. E, muitas vezes, isso ocorre por desconhecimento ou menosprezo a certos detalhes. Independente do motivo, certos fatores básicos para garantir eficácia e eficiência do canal são essenciais para garantia dos melhores resultados. Vou tentar ajudar nisso. ✉️ ENDEREÇOS DE E-MAIL 1. Estabeleça validação de sintaxe dos endereços de e-mail dos destinatários. Dica: de preferência, atue nos canais de captura dessa informação, fazendo com que o endereço de e-mail entre corretamente no seu CRM! 2. Da mesma forma, estabeleça e execute com frequência a verificação de existência e de atividade dos endereços de e-mail dos destinatários. Dica: políticas de ação quanto a bounces (soft e hard) podem ajudar, e muito! 3. Garanta que os endereços de e-mail foram coletados de forma consciente, e com a devida permissão dos seus donos. Dica: se você não teve como garantir isso na coleta, você pode fazer isso agora... 4. Estabeleça E RESPEITE políticas de privacidade e de opt-out. Enviar e-mails para quem já deixou claro que não quer mais recebê-los é mortal! A dica aqui é aproveitar para aprender e evoluir: porque não querem mais receber seus e-mails? 📩 ENTREGABILIDADE E INBOX PLACEMENT 1. CUIDADO com conteúdo! Assuntos enganosos e/ou apelativos, bem como mensagens pouco relevantes podem ser considerados spam. 2. CUIDADO AINDA MAIOR com conteúdo que viola as políticas de spam ou que é considerado inapropriado, como pornografia, violência, discurso de ódio, entre outros - eles podem resultar em bloqueios e/ou marcações como spam. 3. EVITE USO EXCESSSIVO de imagens e links - uma imagem fala por mil palavras, mas dez imagens não multiplicam isso proporcionalmente! Saiba que o uso excessivo de imagens ou links também pode ser considerados spam. 4. VERIFIQUE CONSTANTEMENTE o domínio do endereço de e-mail usado como remetente: se estiver incluído em listas anti-spam, isso certamente afetará a entregabilidade. Dica: na dúvida, use e abuse de ferramentas conhecidas para as devidas validações. 5. PROVIDENCIE a devida configuração técnica das coisas: falta de autenticação SPF/DKIM e políticas DMARC podem ser fatais! Eu acho triste termos, ainda hoje, situações de desconhecimento de que os e-mails enviados não estão indo parar na caixa de entrada dos destinatários. Mais triste ainda é, como solução, confiar em pedidos aos destinatários para que eles "liberem" o domínio do remetente... É importante ter a cultura de uso de ferramentas e tecnologia a favor do canal, o que pode ser estabelecido por acompanhamento intenso de incessante dos indicadores corretos de performance. Dica: volume de e-mails enviados NÃO É indicador de performance... Adriano Pereira Apaixonado por Tecnologia, Marketing, Dados, Resultados e Pessoas Parceiro da AdvisorTips Publicação original que inspirou essa publicação encontra-se no LinkedIn

  • Resistir é inútil, renda-se à IA!

    O mundo está evoluindo rapidamente, e resistir às mudanças que esse fato tem proporcionado é inútil. Renda-se, pois está mais do que na hora de aproveitar as oportunidades que os avanços tecnológicos propiciam. Vamos começar com uma rápida contextualização pessoal: lá se vão 40 anos desde o meu primeiro contato com computadores, em 1982. Tive a oportunidade de entrar no mundo da tecnologia bem cedo, quando tudo ainda era "desconectado"; o poder de processamento dos computadores era bem limitado: exemplo disso era que eu estava aprendendo a programar contando com parcos 2 Kbytes de memória RAM - para dar uma noção, isso equivale a pouco mais de 2.000 caracteres. Muita coisa mudou de lá para cá, e confesso que quase nada do que surgiu desde então foi, de fato, uma surpresa. Expansão da Internet, capacidade de armazenamento praticamente infinita e o computador de bolso... tudo era questão de quando, e não se. Obviamente, ninguém tinha uma bola de cristal, e muito menos a chance de visitar o futuro antes dele acontecer (sic). Mas eu cresci absorvendo conteúdos de autores com visões de futuro deslumbrantes - e nem sempre felizes: Isaac Asimov, HG Wells, Julio Verne, Carl Sagan e tantos outros. Então o se já era determinado, na minha visão. O que era indeterminado e, portanto, distante era o quando. Eu não sabia que estaria vivo para desfrutar os avanços tecnológicos que eram apresentados a mim como ficção científica! Essa foi a verdadeira surpresa: a VELOCIDADE com que as coisas aconteceram! E hoje? Bem, temos a realidade das inteligências artificiais acontecendo em larga escala. Previsível? Sim. Mas, nesse caso, o quando chegou a um absurdo estranhamente emocionante: a OpenAI (ChatGPT) trouxe para o nosso dia-a-dia aquilo que acredito ser o mais próximo de HAL 9000, o "computador" protagonista do filme "2001: Uma Odisséia no Espaço" - um filme de 1968. 1968! Está claro que temos um grande marco sendo estabelecido nesse momento. E o espanto de todos frente ao que a OpenAI é de uma beleza indefinível - e olha que muito ainda está por vir. No entanto, essa realidade faz (quase) todo mundo partir para o debate comum: "mas quantos empregos a IA irá extinguir?". E nesse ponto, lembro de algumas palestras que tive a feliz oportunidade de assistir na edição 2017 do evento SXSW. Duas coisas marcantes que registrei: 1. Humanos já estão sendo substituídos há algum tempo em muitas atividades, e com méritos. O ritmo e intensidade disso serão mais acelerados de agora em diante. Recomendo os autores e o livro What To Do When Machines Do Everything. 2. Inúmeras novas oportunidades estão surgindo ou surgirão - nós, humanos, estamos sendo POTENCIALIZADOS. Nesse aspecto, recomendo a palestra Intelligence Augmentation - The Next-Gen AI, da Melanie Cook. Concluindo... Um grande amigo meu resumiu recentemente para mim sua percepção sobre o ChatGPT da seguinte forma: Cara, isso é o mais próximo daquilo que eu imaginava que seria um computador quando eu tinha dez anos de idade! Eu concordo. E tudo isso dá o que pensar: Estamos preparados para sermos substituídos por máquinas? Como sociedade, estamos preparados para aproveitar a hibridização de humanos e robôs? Nossos atuais modelos e métodos de educação e de ensino suportam esses avanços? Bônus: como experimentar a OpenAI? Estude, brinque, mostre aos amigos, aos colegas, aos familiares... enfim, aproxime-se dessa revolução. Eu GARANTO que você irá surpreender-se de uma forma encantadoramente positiva! Crie uma conta na OpenAI. Acesse o ChatGPT com o login criado, e pergunte qualquer coisa, sobre qualquer tema. A ferramenta compreende português, não precisa ser em inglês. Converse naturalmente, peça exemplos, detalhes, fatos. Admire. Acesse a DALL-E com o login criado. Peça para criar uma imagem. Um exemplo: "Uma arte 8 bits de um monstro peludo branco com chifres em um sala de cor púrpura". Admire. Adriano Pereira Apaixonado por Tecnologia, Marketing, Dados, Resultados e Pessoas Parceiro da AdvisorTips Publicação original no LinkedIn

  • Dez maneiras de propiciar performance para sua equipe de desenvolvimento!

    Poucas pessoas percebem como exatamente a Inteligência Artificial é uma das ferramentas que podemos utilizar para alcançar performance - mas é preciso estar disposto a sair da zona de conforto e explorá-la de forma consciente e responsável. Já ouviu falar de pair programming? A Inteligência Artificial é uma área em constante evolução que tem revolucionado diversos setores, incluindo o desenvolvimento de software. Com sua capacidade de processar grandes quantidades de dados e tomar decisões baseadas em padrões, a IA está sendo cada vez mais utilizada para ajudar no desenvolvimento de soluções, especialmente em pair programming. Pair programming é uma técnica de desenvolvimento de software em que dois programadores trabalham juntos, compartilhando a responsabilidade de escrever código e solucionar problemas. Este método mostra-se eficaz para aumentar a qualidade e a velocidade de desenvolvimento de software. No entanto, a IA pode ajudar ainda mais, oferecendo novas formas de colaboração e melhorando a eficiência do processo. Uma das formas em que a IA pode ser utilizada no pair programming é através de assistentes de código. Estes assistentes podem ajudar os programadores a escrever código mais rapidamente, sugerindo completações de código e correções de erros. Além disso, eles também podem ajudar na identificação de padrões e tendências em dados, o que pode ser útil para a tomada de decisões sobre o projeto. Outra forma em que a IA pode ser utilizada é através de ferramentas de análise de código. Estas ferramentas podem ajudar a identificar problemas e padrões no código, o que pode ser útil para melhorar a qualidade e a facilidade de manutenção do software. Além disso, elas também podem ajudar a identificar pontos fracos no código, o que pode ser útil para prevenir futuros erros. A IA também pode ser utilizada para melhorar a colaboração entre programadores. Por exemplo, ela pode ser usada para criar uma plataforma de comunicação que permita aos programadores compartilhar informações e solucionar problemas de forma mais eficiente. Além disso, ela pode ser usada para criar uma plataforma de gerenciamento de projetos que permita aos programadores visualizar o progresso do projeto e tomar decisões mais informadas. Apenas para citar algumas formas de como a IA pode ajudar no pair programming e incrementar a performance de um time de desenvolvimento: Resposta rápida a perguntas de codificação Geração de código a partir de especificações Ajuda na revisão de código Sugestões de melhoria de performance Detecção e correção de erros de sintaxe Conselhos sobre boas práticas de codificação Ajuda na definição de estruturas de dados e algoritmos Solução de problemas técnicos Busca de documentação relevante Treinamento para o desenvolvimento de habilidades técnicas Em resumo, a incorporação da IA no pair programming pode ser a chave para alcançar novos patamares de qualidade e eficiência no desenvolvimento de soluções. É importante que as equipes de engenharia de software estejam atentas às possibilidades que a IA oferece e estejam dispostas a explorá-las para obter resultados ainda melhores. O futuro do pair programming é brilhante e a IA é uma peça-chave para o seu sucesso. Adriano Pereira Apaixonado por Tecnologia, Marketing, Dados, Resultados e Pessoas Parceiro da AdvisorTips Publicação original que inspirou essa publicação encontra-se no LinkedIn

  • Altos vôos

    Estou aqui aguardando o embarque em um vôo que já está atrasado mais de 1 hora. O aeroporto de Curitiba está fechado por falta de visibilidade. Engraçado como a única área sem visibilidade na cidade é exatamente a área do aeroporto. Só pode que o tal Murphi deve ter participado do processo de escolha do local deste aeroporto. A sala de espera está uma loucura, com pessoas amontoadas, olhando ao redor, sem nada o que fazer, além é claro de ficar reparando um nos outros. Fico imaginando que tipos de comentários passam na cabeça de cada pessoa que está aqui. Parece que até consigo ouvir as madames criticando o sapato e a vestimenta da burguesa hippie que acaba de entrar. E os altos executivos censurando a gravata rosa com terno marrom do sujeito com cavanhaque. Mas o importante é que eles estão tentando achar alguma coisa para se distrair. Alguns, como eu, sacam seus brinquedinhos tecnológicos e põem-se a fazer a pose de que estão trabalhando. Outros não têm mesmo como disfarçar, e ficam reparando e analisando as pessoas, como por exemplo, a Senhora aqui do meu lado que tenta desesperadamente ler o que eu estou escrevendo no Notebook. Calma minha Senhora, depois eu te passo o link do Blog. Mas há de se dar um desconto, pois tudo que envolve a questão voar não é fácil. Já se tem polêmica desde a discussão sobre quem foi o inventor da aviação e até hoje parte do mundo ainda discorda da outra parte. O fato é que não fomos feitos para voar, e conseguir este feito sempre causa reações inusitadas. Talvez seja por isto que vemos estas coisas estranhas nos aeroportos. Já começa pelo fato de todos serem forçados a chegar com muita antecedência, com exceção (claro) do avião que quase sempre atrasa. Mas isto é só um detalhe, pois chegar com antecedência é o mínimo que podemos fazer para podermos passar a vergonha no raio-x (com aquela moeda ou chave que teima em ficar no fundo do bolso) ou assistirmos à dança dos portões de embarque em São Paulo, que sempre por reacomodação da aeronave, nunca está no portão que consta no bilhete. Então não é de se estranhar toda esta insegurança das pessoas desde a sala de embarque, que mesmo nos dias onde não há congestionamento como hoje, as pessoas já não estão totalmente confortáveis. Prova disto são os comportamentos que veremos nas cenas dos próximos capítulos, que nem precisa ser mago para prever, pois sempre ocorrem: Quando os auto-falantes anunciam um vôo, vejo tanta gente correndo para o embarque, que fico com a impressão que o anúncio foi de fogo no recinto, tamanha a volúpia de alguns para chegar à fila. Será que eles não sabem que existem lugares marcados? Mas não adianta… todos saem correndo. Nos aeroportos onde o transporte até os aviões é feito por ônibus (caso de São Paulo), a correria na fila se justifica ainda menos, pois os últimos a entrarem no ônibus serão os primeiros a sair do ônibus e por conseqüência os primeiros a entrar na aeronave. Dá para entender?!! Para aeroportos com “fingers”, o acesso à aeronave é mais tranqüilo, mas sempre existe aquela fila na entrada da porta do avião. Mais uma vez me pergunto. Porque sair correndo daquele modo? Eu deveria chegar à conclusão que devem ser todos loucos por avião e querem logo experimentar esta sensação de voar. Dentro da aeronave, começa o verdadeiro empurra-empurra para que todos se acomodem. Depois de alguns acertos e discussões, provando que alguns realmente não sabem diferenciar letras ou números nos assentos, começam as instruções da equipe de bordo. O que para muitos é corriqueiro, para outros a novidade das informações pode chocar, já que para alguém que nunca decolou, ficar sabendo que mascaras de oxigênio cairão do teto em caso de descompressão, pode aumentar ainda mais a insegurança. Verdade seja dita que alguns colegas maldosos (como eu) podem ter convencido alguém que está voando pela primeira vez, de que este tipo de demonstrações e orientações apenas acontecem em vôos de MUUUITO risco, o que certamente deixa este passageiro ainda mais assustado. Mas brincadeiras com novatos são normais, e aquelas recomendações de não se abrir a janela para não jogar vento das fileiras de trás, ou orientações para que o novato pegue recibo do consumo no avião, para futuro reembolso, já não são tão usuais assim. As pessoas já sabem o que esperar de um vôo e a cada dia aumenta o número de usuários da aviação. Durante o vôo, tudo se acalma e as comissárias começam a servir as bebidas e lanches. Alguns aproveitam a platéia cativa que, diga-se de passagem, não tem como sair do recinto, começam a mostrar seus dotes, seja de apresentador de suas idéias, falando alto, ou de galanteador das comissárias. Estes últimos esquecem que estão lidando com profissionais que aturam sujeitos assim o tempo todo. Lembro daquele sujeito que ao ser tratado de “Senhor” fala a célebre frase para a comissária: “SENHOR está no céu minha querida”. E ela com toda a educação responde: “E estamos aonde agora Senhor?”. Mas se estas pessoas gostam tanto de voar e gostam do show abordo, não entendo o porquê que ao chegar ao seu destino, nem esperam o avião estacionar direito e já soltam os cintos de forma frenética e se põem de pé, com os pescoços tortos e a cabeça encostando no maleiro acima. E claro, ficam assim tensos por vários minutos. Quando a porta da aeronave é finalmente aberta, tem-se uma nova correria e empurra-empurra. Todos agora alucinados para sair o mais rápido possível. O pior de tudo é que a maioria ainda vai ficar em pé lá fora, esperando longos minutos pela bagagem. Então…, não disse que voar não é fácil??!  Mas o mais difícil é entender porque todos agem assim.

  • Diversidade. Pra quem?

    À primeira vista, um título destes pode parecer que o assunto é voltado a inclusão das chamadas minorias no mercado de trabalho, seja com a inclusão de pessoas com deficiência, classes sociais menos favorecidas ou com diferentes opções sexuais. Neste momento eu gostaria de falar de algo diferente, que não passa por cotização ou o acesso a diferentes etnias no ambiente de trabalho. Quero falar da construção de equipes vencedoras, baseadas nas características individuais de cada pessoa, que se bem usadas podem ajudar a atingir ótimos resultados, mas que se negligenciadas podem ser o principal fator de insucesso nas equipes. Partimos do princípio que todos nós somos diferentes um dos outros. Temos idades diferentes, criações diferentes, experiências profissionais diferentes, etnias diferentes e temperamentos diferentes. Existem vertentes que dizem que não há como tratar todos na equipe da mesma maneira. Mas se tratarmos cada uma de uma forma diferenciada, não corremos o risco de aplicarmos pesos e medidas diferentes para as pessoas e termos problemas com a tão reivindicada isonomia? Este é o maior risco que os administradores e gestores correm ao tentar agradar a todos e acabam não agradando ninguém. É possível então ser flexível com cada pessoa e ao mesmo tempo aplicar a mesma medida a todos? Apesar da necessidade de se respeitar a individualidade, sempre deve-se preservar o coletivo e os valores da empresa. Ou seja, o tratamento individual é válido desde que não prejudique a empresa e nem a equipe de trabalho. Qualquer privilégio individual, de quem quer que seja, poderá ser encarado como protecionismo e prejudicará a percepção positiva de toda a equipe. Quando houver necessidade de conceder um benefício individual, o gestor precisa ficar atento para que este benefício seja dado a quem tem merecimento e reconhecimento deste merecimento por toda a equipe. Mas a capacidade de criação de uma equipe vencedora não passa apenas pelo respeito às individualidades e o gerenciamento da percepção coletiva. Estes princípios são apenas uma questão básica de manutenção da motivação e união da equipe. O segredo da criação de equipes vencedoras é a distribuição de atividades para cada pessoa da equipe, baseado naquilo que cada um sabe fazer de melhor, e naquilo que cada pessoa tem capacidade de geração de resultado, conforme as suas características pessoais. Muito se reclama da incompetência de gestão de alguns líderes, ou da lentidão de alguns funcionários, ou ainda da falta de qualidade de algum trabalho feito por alguém da equipe, o que normalmente afeta todo o resultado da equipe e da empresa. Ter as pessoas certas nos lugares certos é a gestão mais complicada e mais importante para se criar equipes vencedoras. Inúmeras vezes eu vi excelentes profissionais técnicos terem o seu reconhecimento através de uma promoção para gestão da equipe, e em muitos casos, estes mesmos profissionais que eram brilhantes em suas carreiras técnicas se mostraram incapazes em suas atividades de liderança. Pode parecer pesada esta avaliação da pessoa como incapaz, mas é a palavra correta para demonstrar o que realmente acontece nestes casos. A pessoa que passa por esta situação é na verdade uma vítima da falta de critério de quem decide quem irá exercer cada papel dentro da empresa. E por ser ignorante quanto ao que se exige de um líder, ou ignorante quanto às suas próprias características pessoais, passam a conviver com uma frustração enorme com o desenrolar negativo de sua incapacidade profissional. O erro está na escolha desta pessoa para ocupar uma função, que não é condizente com sua personalidade ou experiência profissional. Se respeitarmos as características de cada um e sua capacidade de exercer as funções que mais se adequam a sua personalidade, daremos um grande passo a iniciarmos a montagem de uma equipe vencedora. Mas ninguém nasce pronto e ninguém sabe de tudo. E por isto, é importante investir também naqueles que tem a capacidade e querem aprender. A capacitação profissional é fundamental para que quando as oportunidades surjam estas pessoas estejam na condição ideal para aceitar novos desafios. A diversidade de perfis e funções na equipe dá maior oportunidade de crescimento profissional. As pessoas podem ocupar novas funções e responsabilidades, sejam as já existentes ou novas funções que surjam como fruto da amplitude das capacidades da equipe. É isto que garantirá novas ideias, formas de inovação e a vantagem competitiva desta equipe. Então em resumo, o segredo de equipes vencedoras passa por respeitar as individualidades, mas somente até o limite dos interesses da coletividade. De nada adianta ter uma equipe diversa se esta diversidade não está voltada a atingir resultados coletivos. Muito menos adianta ter valores coletivos que não estejam voltados a promover o crescimento individual de cada pessoa. É um círculo virtuoso que gera resultados cada vez mais positivos. Na sua equipe, as pessoas certas estão nos lugares certos? Onde você trabalha o coletivo prevalece e se preocupa com a concretização de cada um dos sonhos individuais?

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