
PESQUISAR NO SITE
59 resultados encontrados com uma busca vazia
Posts do blog (46)
- Reforma Tributária: O Brasil Não Tinha Escolha!
O Monstro Burocrático e a Fatura da Inércia Imagine um país onde o simples ato de produzir ou vender algo é uma odisseia tributária. Um labirinto de impostos sobre impostos, regras que mudam com a velocidade da luz e uma burocracia que consome mais tempo e dinheiro do que a própria inovação. Não foi preciso imaginar muito, certo? Bem-vindo ao que conhecemos de Brasil na parte Tributária. Por décadas, convivemos com um sistema fiscal que não apenas era complexo, mas ativamente sabotava nossa competitividade, espantava investimentos e, no fim das contas, penalizava o cidadão comum com preços mais altos e menos empregos. E todo mundo falava sobre isso, e pouco se fazia para mudar esse desequilíbrio. E veja, não se trata de uma escolha ideológica, mas de uma necessidade que já tínhamos faz tempo. A Reforma Tributária, materializada na Emenda Constitucional nº 132/2023, não é um capricho de Brasília; é a resposta até tardia ao grito de socorro do setor. É a tentativa de desatar os nós de um sistema que se tornou esse monstro burocrático, cuja fatura da inércia se tornou impagável, por décadas. Mas, afinal, por que era tão urgente e por que o modelo anterior era uma sentença de morte lenta para a economia? Nossa Complexidade Tributária Nosso sistema de impostos sobre o consumo era uma aberração global. Cinco tributos – PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS – conviviam em uma desarmonia caótica, cada um com suas próprias regras, bases de cálculo e alíquotas. O resultado? Um emaranhado que gerava: Guerra Fiscal: Tenho certeza que você já ouviu sobre isso. Estados e municípios competiam por investimentos oferecendo benefícios fiscais, drenando recursos e distorcendo o mercado. Onde o imposto era pago? Na origem, não no destino, incentivando essa corrida predatória. Cumulatividade (Efeito Cascata): O imposto era cobrado em cada etapa da cadeia produtiva, sem a possibilidade de crédito total. Imagine pagar imposto sobre o imposto já pago! Isso encarecia o produto final, reduzia a competitividade das empresas e era um convite à sonegação. Insegurança Jurídica: A constante mudança de interpretações e a avalanche de normas geravam um ambiente de incerteza que afastava investidores e travava o crescimento. Empresas gastavam fortunas apenas para tentar entender o que deviam. Esse cenário não é uma teoria acadêmica; é a realidade que sufocou gerações de empreendedores. Enquanto o mundo avançava para modelos mais eficientes, o Brasil insistia em um sistema que era, na essência, um imposto sobre a ineficiência. A regra era arrecadar, não importa como. O Modelo Internacional: A Simplicidade que o Brasil Ignorou Enquanto nos afogávamos em complexidade, a maioria dos países desenvolvidos ou em desenvolvimento já havia adotado um modelo muito mais simples e eficaz: o Imposto sobre Valor Agregado (IVA). O IVA é um tributo que incide sobre o valor adicionado em cada etapa da produção e comercialização de bens e serviços, com a grande vantagem da não cumulatividade plena. Não Cumulatividade Plena: O imposto pago na compra de insumos é integralmente compensado na venda do produto final. Isso elimina o efeito cascata, desonera a produção e incentiva investimentos. Tributação no Destino: O imposto é pago onde o bem ou serviço é consumido. Isso acaba com a guerra fiscal e garante que a arrecadação fique com o estado ou município que realmente gerou o consumo. Alíquota Única (ou Dual): A simplicidade de uma ou poucas alíquotas reduz drasticamente a burocracia e a insegurança jurídica. Modelos como o da União Europeia, Canadá e Nova Zelândia são exemplos de como o IVA funciona para promover a eficiência econômica. O Brasil, finalmente, acordou para essa realidade. OK, alguém pode dizer que o nosso modelo foi “abrasileirado” e perdeu muito nesse processo. Mas ainda assim, o ganho existe. A Migração para o IVA Dual: Descomplicando o Incomplicável A Reforma Tributária brasileira adota o conceito de IVA Dual, que é uma adaptação do modelo internacional à nossa realidade federativa. Em vez de um único IVA, teremos dois: CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): De competência federal, unificará PIS, Cofins e IPI. IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): Compartilhado por estados e municípios, unificará ICMS e ISS. Essa migração não é apenas uma troca de nomes; é uma mudança de paradigma. A promessa é de um sistema mais transparente, com menos distorções e que, finalmente, permitirá ao Brasil competir de igual para igual no cenário global. A transição será gradual, estendendo-se até 2033, um período que será crucial para empresas e profissionais se adaptarem. A Regra é Clara, ou Começa a Ser A Reforma Tributária não é perfeita, e sua implementação trará desafios. Mas a pergunta que realmente faço é: poderíamos continuar com o modelo anterior? A resposta é um sonoro não. A inércia fiscal era um luxo que o Brasil não podia mais se dar. Estamos trocando um sistema que era um freio de mão puxado por um motorista vendado por um modelo que, embora ainda em construção, aponta para a direção da eficiência e da competitividade. A necessidade da reforma não é um debate; é um fato. O que faremos com essa nova ferramenta, e como nos adaptaremos a ela, é o que definirá o nosso futuro. O Brasil não tinha escolha. Agora, você tem: Ou fica se lamentando, ou parte para o estudo e se prepara para tomar a frente desse processo, usando isso como vantagem competitiva. Artigo também publicado no GazzConecta . Rucelmar Reis C-Level | Board Member | Advisor | Mentor Sócio Fundador da AdvisorTips Essa publicação faz parte do website Advisor.Tips e é protegida por direitos autorais.
- Nova Tributação de Dividendos
O roteiro do filme mudou, mas você ainda pode estar com o controle na mão. Sinto na pele que a jornada do empreendedor para construir e manter um negócio no Brasil é uma batalha diária. Geramos empregos, inovamos e movimentamos a economia, superando uma complexidade regulatória que poucos enfrentam no mundo. E agora, para dar ainda mais emoção, um novo desafio se apresenta: a mudança na tributação de dividendos . A partir de janeiro de 2026, a Lei nº 15.270 redesenha o cenário fiscal, e meu papel aqui será “tentar” traduzir essa mudança em estratégia para você . Longe de ser um alarme, mas encare este texto como algo que você precisa tomar conhecimento. Sente aí, que lá vem textão importante... A nova regra institui uma retenção de 10% na fonte para dividendos pagos a sócios e que ultrapassam os R$ 50.000,00 mensais na empresa . No entanto, em vez de vermos apenas o obstáculo, vamos focar na rota para navegá-lo com segurança e inteligência. É inevitável questionar a lógica por trás dessa mudança. Tributar o lucro na empresa (com uma carga que pode chegar a 34%) e, em seguida, tributar novamente o mesmo lucro quando ele chega ao bolso de quem teve que fazer todo o investimento, o sócio, soa como uma dupla penalidade. Essa bitributação pode, infelizmente, desestimular o investimento e a própria atividade empresarial, que é o motor do país. Mas, enquanto o cenário é este, a estratégia se torna nossa melhor ferramenta. Como Funciona a Nova Tributação: Entendendo as Regras A nova lei cria dois mecanismos distintos de tributação que precisam ser compreendidos separadamente: 1. IRRF na Fonte: 10% sobre o Valor Total Quando a distribuição de dividendos de uma mesma empresa para um mesmo sócio pessoa física ultrapassar R$ 50.000,00 em um mesmo mês, haverá retenção de 10% na fonte. Um ponto crucial: a alíquota incide sobre o valor total distribuído, não apenas sobre o excedente. Exemplo Prático: Se você receber R$ 80.000,00 em dividendos em um mês, a retenção será de R$ 8.000,00 (10% sobre os R$ 80.000,00), e não R$ 3.000,00 (10% sobre os R$ 30.000,00 excedentes). Por outro lado, se receber R$ 49.000,00, não haverá qualquer retenção. 2. Tributação Mínima Anual: A Tabela Progressiva Para quem tem rendimentos anuais superiores a R$ 600.000,00, entra em cena o regime de tributação mínima de altas rendas, que funciona de forma progressiva. Esta é a tabela que você precisa conhecer: Rendimento Anual Total Alíquota da Tributação Mínima Até R$ 600.000,00 0% (isento da tributação mínima) De R$ 600.000,01 a R$ 1.200.000,00 Progressiva de 0% a 10% Acima de R$ 1.200.000,00 10% Fórmula para a faixa intermediária: Alíquota % = (Rendimento Anual / 60.000) - 10 Exemplo Prático: Um empresário com rendimento anual total de R$ 900.000,00 terá uma alíquota de tributação mínima de:(900.000 / 60.000) - 10 = 15 - 10 =5% Já um empresário com rendimento de R$ 1.500.000,00 pagará a alíquota máxima de 10%. O Ajuste Entre IRRF na Fonte e Tributação Mínima Anual Um ponto fundamental que gera muitas dúvidas: como esses dois mecanismos se conectam? O IRRF retido na fonte durante o ano funciona como uma antecipação do imposto. O ajuste final acontece na Declaração de Ajuste Anual da Pessoa Física, no exercício seguinte (2027 para o ano-calendário 2026). Veja como funciona: Cenário 1 – Renda anual acima de R$ 600 mil: O contribuinte soma todos os rendimentos do ano e calcula a tributação mínima pela tabela progressiva. O IRRF retido na fonte é deduzido do imposto apurado. Se o IRRF retido for maior que o imposto devido, o contribuinte tem direito à restituição. Se for menor, paga a diferença. Cenário 2 – Renda anual abaixo de R$ 600 mil: Não há tributação mínima. Todo o IRRF retido na fonte pode ser integralmente restituído na declaração anual. Exemplo Prático: Um empresário recebeu R$ 800.000 em dividendos no ano (em parcelas de R$ 66.666/mês de uma única empresa). A empresa reteve R$ 80.000 (10% sobre o total). Na declaração anual, a tributação mínima será calculada com alíquota de aproximadamente 3,33% (pela fórmula), resultando em imposto devido de R$ 26.640. Como já foram retidos R$ 80.000, o empresário terá direito a restituir R$ 53.360. Múltiplas Participações Societárias: Estratégia Legítima Este é um ponto estratégico crucial para empresários entenderem o uso de estruturas de holding ou múltiplos negócios. A lei estabelece que o limite de R$ 50.000,00 para retenção na fonte é analisado por empresa, não pelo total recebido de todas as fontes. O que isso significa na prática? Se você é sócio de três empresas e cada uma distribui dividendos abaixo de R$ 50.000,00 mensais, nenhuma delas terá obrigação de reter o IRRF na fonte, mesmo que o total recebido por você ultrapasse esse valor. Exemplo Prático: • Empresa A paga R$ 40.000/mês → Não retém (abaixo de R$ 50 mil) • Empresa B paga R$ 30.000/mês → Não retém (abaixo de R$ 50 mil) • Empresa C paga R$ 30.000/mês → Não retém (abaixo de R$ 50 mil) • Total mensal: R$ 100.000 — mas NENHUMA retenção na fonte Importante: Isso não significa isenção total. Se o total anual de rendimentos ultrapassar R$ 600.000,00, o empresário estará sujeito à tributação mínima anual e deverá pagar o imposto na Declaração de Ajuste Anual. Há multa por não ter havido retenção? Não. A obrigação de retenção é da fonte pagadora (empresa), e nenhuma delas descumpriu a lei ao não reter, já que individualmente nenhuma ultrapassou o limite. O sócio cumprirá sua obrigação ao declarar e pagar na declaração anual. Não há penalidade nesse cenário. Implicação Estratégica: Para empresários com múltiplas participações, essa estrutura permite um melhor gerenciamento do fluxo de caixa, já que o imposto será pago apenas no ajuste anual, e não mensalmente via retenção. Porém, é fundamental manter reserva financeira para honrar o compromisso fiscal na declaração, e investir bem esse valor em papéis de maior liquidez ao longo do ano, visando diminuir o impacto desse ajuste anual. A Boa Notícia: Recuperação do Imposto no Lucro Real Tem um ponto que faz toda a diferença para quem tem empresa no Lucro Real. A lei até reconhece que tributar o lucro duas vezes seria excessivo. Por isso, criou um mecanismo de redutor para evitar que a soma da tributação na pessoa jurídica e na pessoa física ultrapasse determinados limites. Mas limitou isso a quem tem empresa no regime de Lucro Real. Como funciona: Se a sua empresa já pagou 34% de IRPJ e CSLL sobre o lucro (caso das empresas não financeiras no Lucro Real), e você, como sócio, está sujeito à tributação mínima de 10%, a soma seria de 44%. A lei estabelece que essa soma não pode ultrapassar 34% para empresas não financeiras. Portanto, você terá direito a um redutor que, na prática, pode zerar ou reduzir significativamente o imposto adicional sobre os dividendos. Exemplo Prático: Sua empresa no Lucro Real apurou R$ 1.000.000,00 de lucro e pagou R$ 340.000,00 de IRPJ e CSLL (34%). Ao distribuir esse lucro como dividendos, houve retenção de R$ 100.000,00 (10%) na fonte. Na sua declaração anual, ao calcular a tributação mínima, você poderá: 1 Deduzir o IRRF retido (R$ 100.000,00) do imposto a pagar 2 Aplicar o redutor, considerando que a empresa já pagou 34% O resultado? Na prática, para empresas do Lucro Real que comprovem a tributação de 34%, o imposto adicional sobre dividendos tende a ser neutro ou muito reduzido. E no Lucro Presumido? A situação é diferente. Como a carga tributária efetiva no Lucro Presumido costuma ser inferior a 34%, o sócio não terá direito ao mesmo nível de redutor. Os 10% retidos na fonte serão, em grande parte, um custo definitivo. Isso torna ainda mais importante a análise de regime tributário para 2026. Regime Tributário Tratamento do IRRF de 10% Lucro Real (34%) IRRF pode ser deduzido/compensado. Redutor aplicável. Impacto líquido tende a ser neutro. Lucro Presumido IRRF é custo definitivo na maioria dos casos. Sem redutor integral. Simples Nacional IRRF também se aplica quando > R$ 50 mil/mês. Tratamento similar ao Presumido. A Janela de Oportunidade: Uma Ação que Vale Ouro A lei trouxe uma regra de transição que é bem importante, uma verdadeira janela de oportunidade. Lucros apurados até 31 de dezembro de 2025 podem permanecer isentos, mas com uma condição clara: a empresa precisa aprovar formalmente a distribuição desses lucros até essa data. Essa aprovação, feita via assembleia ou reunião de sócios, blinda seu direito de distribuir esses valores sem imposto até 2028. Mas cuidado! Essa ata precisa ser bem formulada e estar aderente às novas determinações. Fale com seu contador ou seu advogado. Exemplo Prático: Imagine que sua empresa tenha R$ 2 milhões em lucros acumulados de exercícios anteriores. Se você não fizer nada, ao distribuir esse valor em 2026, terá uma retenção de R$ 200.000,00. No entanto, ao convocar uma assembleia até o final de 2025 e registrar corretamente em ata a aprovação dessa distribuição, você garante a isenção, mesmo que o pagamento efetivo ocorra parceladamente até 2028. É uma proteção jurídica para o seu patrimônio. Para os lucros de 2025, a empresa pode elaborar um balanço intermediário ou balancete de verificação referente ao período de janeiro a novembro. Com base nesse balanço, a distribuição dos lucros deverá ser aprovada até 31 de dezembro de 2025. Existe um pedido de alguns órgãos para que essa aprovação possa ser prorrogada até abril/2026, mas não podemos contar com isso. Governança como Proteção: O Fim da Zona Cinzenta Mais do que nunca, a organização interna se torna uma linha de defesa. Práticas que antes eram comuns, como o uso da conta corrente do sócio para despesas pessoais ou a formalização inadequada de empréstimos, agora representam um risco fiscal imenso. A Receita Federal pode interpretar essas movimentações como distribuição disfarçada de lucros (DDL), aplicando a tributação de forma retroativa e com multas. E atenção: a capitalização de lucros também configura "emprego" para fins da lei. Ou seja, se você pensou em incorporar os lucros ao capital social para escapar da tributação, saiba que isso também será tributado a 10%. Essa técnica também era muito utilizada por alguns para pagar menos ganho de capital em transações de M&A. Agora a única exceção é para lucros apurados até 2025, desde que a deliberação e aprovação ocorram até 31 de dezembro de 2025. Adotar uma boa governança não é burocracia, é proteção. Formalizar todas as operações entre sócio e empresa com contratos claros, separar as finanças pessoais das empresariais e ter um acordo de sócios bem definido são passos que blindam seu negócio de contingências fiscais. Plano de Ação Imediato: O que Fazer Agora O tempo é seu ativo mais precioso. Para se posicionar de forma vantajosa, sua atenção deve se voltar para cinco frentes imediatas: 1. Assembleia Estratégica (Prazo: 31/12/2025): Esta é a prioridade máxima. Reúna-se com seus sócios e seu contador para avaliar os lucros acumulados e aprovar formalmente sua distribuição. Garanta a isenção e a flexibilidade para os próximos anos. 2. Diagnóstico de Regime Tributário: Exija do seu contador uma simulação detalhada para 2026. Compare o impacto líquido da distribuição de dividendos no Lucro Real versus o Lucro Presumido. Considere o mecanismo de redutor. A decisão certa pode economizar centenas de milhares de reais. 3. Mapeamento de Participações Societárias: Se você tem participação em múltiplas empresas, faça um mapeamento completo. Avalie como a distribuição de dividendos de cada uma impacta sua tributação total. Planeje a distribuição de forma a otimizar o fluxo de caixa e a carga tributária. 4. Reserva para o Ajuste Anual: Se sua estrutura envolve múltiplas empresas com distribuições individuais abaixo de R$ 50 mil, lembre-se: não haverá retenção na fonte, mas o imposto será devido na declaração anual. Provisione recursos para esse compromisso e deixe esses valores reservados e investidos para compensar um pouco o impacto. 5. Saneamento e Governança: Organize a casa. Zere a conta corrente de sócios, formalize mútuos com contratos que prevejam juros de mercado e propósito econômico claro, e atualize seu contrato social. Transforme a conformidade em uma vantagem competitiva. O Mapa Está em Suas Mãos O cenário mudou, mas a capacidade de adaptação e estratégia sempre foi a marca do empresário brasileiro. A nova tributação de dividendos é um fato, mas não é uma sentença. Para quem se preparar, especialmente no Lucro Real, o impacto pode ser significativamente mitigado pelo mecanismo de redutor. Para quem tem lucros acumulados, a janela até 31 de dezembro de 2025 é uma oportunidade de ouro. E para quem tem múltiplas participações societárias, há espaço para um planejamento inteligente do fluxo de caixa. O enredo segue mudando, sim, mas com o controle certo em mãos, é você quem continua definindo o seu melhor destino. A hora de agir é agora ! E não faça isso sozinho. Contrate e tenha os melhores profissionais ao seu lado, te ajudando nesse desafio. Artigo também publicado no LinkedIn . Rucelmar Reis C-Level | Board Member | Advisor | Mentor Sócio Fundador da AdvisorTips Essa publicação faz parte do website Advisor.Tips e é protegida por direitos autorais.
- Como domar o tempo e fazer o dia render mais.
Vivemos num mundo onde as distrações estão a um clique de distância. Basta abrir o celular, rolar as redes sociais e, pronto, lá se foi meia hora – ou mais – sem nem percebermos. Num piscar de olhos, o tempo escapa, e o desafio de manter o foco vira uma batalha diária. Mas, calma, gerenciar o tempo não precisa ser um monstro de sete cabeças. Com um pouco de organização e uma estratégia simples, é possível transformar seu dia em algo mais produtivo e leve. A gestão do tempo é um assunto que nunca perde a validade. Décadas passam, gerações mudam, empresas evoluem, mas a necessidade de usar bem as horas permanece. O primeiro passo para isso é entender que organizar não é tão complicado quanto parece. Até os mais desorganizados têm seu jeito de “se achar na bagunça”. O truque é encontrar um método que funcione para você. Uma técnica prática e direta que pode ajudar é a dos 4D’s : Fazer (Do) , Adiar (Delay) , Delegar (Delegate) e Deletar (Drop) . Ela é como um mapa para navegar pela lista de tarefas e decidir o que merece sua atenção. Antes de aplicar os 4D’s, você precisa saber o que você tem para fazer. Pegue uma folha, um aplicativo ou até o guardanapo mais próximo e faça um brainstorming : escreva todas as tarefas que estão na sua cabeça, sem filtro. Divida em duas listas: uma para o trabalho e outra para a vida pessoal. Só de colocar no papel, você já pode perceber que o volume de coisas a fazer não é tão assustador quanto parecia. Enquanto lista, já comece a pensar: quais tarefas são urgentes? Quais são rápidas de resolver? E quais você está empurrando só porque não está com vontade? Cuidado, nem tudo que é chato pode ser adiado! Agora, pegue outra folha e divida em quatro quadrantes: Fazer , Adiar , Delegar e Deletar . Cada tarefa da sua lista vai cair em um desses grupos. Vamos entender como: Delegar : Nem tudo precisa ser feito por você. Tem alguma tarefa que outra pessoa da equipe pode assumir? Delegar não é só uma forma de aliviar sua carga, mas também uma chance de desenvolver quem está ao seu redor. É um ganha-ganha. Deletar : Pergunte-se: essa tarefa é mesmo necessária? Às vezes, carregamos atividades por hábito ou porque “sempre foi assim”. Se algo não agrega valor ou perdeu o sentido, risque da lista sem culpa. Isso libera espaço para o que realmente importa. Adiar : Nem tudo precisa ser feito agora. Avalie o impacto de deixar uma tarefa para depois. Se for adiável, coloque uma data para voltar a ela – organização é a chave para não deixar essas tarefas se perderem no limbo. Fazer : O que sobrou aqui é o que realmente merece sua atenção agora. Pode ser uma tarefa urgente, importante ou até algo simples que você resolve em poucos minutos. Então, agora: faça! Essa técnica dos 4D’s te ajuda a tomar decisões rápidas e a focar no que faz diferença. Quando você para para refletir sobre suas tarefas, já está dando um passo enorme para otimizar seu tempo. O resultado? Menos sobrecarga, mais clareza e um dia que rende muito mais. Karla Kuster Consultora e Instrutora | Mentoria | Treinamento | Palestras Associada da AdvisorTips Essa publicação faz parte do website Advisor.Tips e é protegida por direitos autorais.
Outras páginas (13)
- Consultoria para Empresas | Advisor.tips
Consultoria Empresarial nas áreas Financeira, Governança, Capital Humano, Marketing e Tecnologia - Advisor.tips Revelando Caminhos e Construindo Resultados Desbloqueie o potencial do seu negócio! Desde 2009, trabalhando como apoio especializado e aconselhamento estratégico empresarial. NOSSOS PILARES DE ATUAÇÃO Our Key Action Pillars Pessoas Alinhamos talentos e aspirações, construindo uma cultura de excelência que potencializa o capital humano. Processos Combinamos metodologias rigorosas e pensamento criativo para redefinir processos, melhorando agilidade e eficácia. Produtos Nossa abordagem centrada no cliente guia o desenvolvimento de produtos e serviços que ressoam com o mercado e impulsionam a vantagem competitiva. Somos especialistas em construir valor para as empresas. Você sabe quanto vale o seu negócio? NOSSAS SOLUÇÕES Our Solutions Preparação estratégica de empresas para negociações, investimentos e venda; com uma jornada importante que envolve análises, planejamento estratégico e gestão de riscos em todas as etapas do processo de fusões e aquisições (M&A). FUSÕES E AQUISIÇÕES Mergers & Acquisitions Um dos maiores desafios de um negócio é a definição do preço. Implementamos metodologias de formação de preços, e consultoria sobre o ciclo de vida do produto/serviço. FORMAÇÃO DE PREÇOS Pricing A aplicação criteriosa dos recursos e custos é fator essencial para atingir as metas, usando processos como: ABC - Activity Based Cost OBZ - Orçamento Base Zero, e PPCC - Processos Perenes de Controle de Custos, com reflexo direto nos resultados. CONTROLE DE CUSTOS Cost Control Reversão de Resultados Negativos com consultoria em replanejamento de negócios e implementação de métodos de controles financeiro-operacionais. RETOMADA DE RESULTADOS Turnaround Atuamos no planejamento dos processos e autoridades de executivos e sócios, através de matrizes decisórias, compliance, códigos de ética, informações de sucessão, regras de comitês, board canvas e mediação de responsabilidades. GOVERNANÇA Corporate Governance Nossos consultores estabelecem as melhores estratégias fiscais para o seu negócio, atuando na consultoria preventiva, plano de ação tributário, orientação em eventos, aplicação de benefícios fiscais e planejamento de recuperação de valores recolhidos a maior. GANHOS TRIBUTÁRIOS Tax Planning Quanto vale o seu negócio? A Advisor.Tips realiza todo o trabalho de Avaliação de Empresas com os melhores métodos de apuração e valorização de seu negócio. AVALIAÇÃO DA EMPRESA Valuation & Fairness Opinion Nossos sócios e associados são consultores especialistas em FP&A, com implementação de KPIs e/ou OKRs, modelagem e metodologias de visibilidade financeira. ANÁLISE FINANCEIRA Financial Planning and Analysis Estruturação Organizacional de empresas de todos os portes, com diminuição de gargalos na operação, aprimoramento da tomada de decisão, redução de custos, aumento da produtividade, crescimento sustentável e melhor desempenho individual e das equipes. ESTRUTURAÇÃO ORGANIZACIONAL Capital Humano Exclusive Methodologies METODOLOGIAS EXCLUSIVAS Em nossos trabalhos, adotamos metodologias exclusivas que desenvolvemos ao longo de mais de 10 anos de experiência no setor, como por exemplo, o redesenho empresarial apoiado na Fórmula L2P3 e a definição de Alavancagem Financeira através do Método SNAIL. Saiba mais L2P3 Existe fórmula para o sucesso empresarial? Lucro Liberdade Pessoas Processos Produtos SNAIL Spiral Network to Attest the Initial Leverage Rede espiral para confirmar a alavancagem inicial ARTIGOS EM DESTAQUE Riscos e Controles Não Podem Andar Desacompanhados. Risco e Controle são irmãos siameses. Onde há um, deve obrigatoriamente haver o outro. Separá-los não é apenas um erro conceitual; é um erro operacional, estratégico e, muitas vezes, fatal. Finanças 27 de mai. 3 min de leitura Reforma Tributária: o que o empresário de serviços precisa saber para se preparar agora A Reforma Tributária representa um divisor de águas para o setor de serviços no Brasil. Finanças 9 de abr. 4 min de leitura O Poder das Palavras: Como um Líder Pode Inspirar ou Desanimar Sua Equipe Rapidamente Líderes que usam comunicação positiva motivam e aumentam a produtividade da equipe. Comunicação 1 de mar. 2 min de leitura Leia mais em nosso blog CONSULTORIA EMPRESARIAL Business Consulting Os associados da Advisor.Tips, com grande experiência em gestão, são especialistas em encontrar meios empresariais viáveis para as organizações, passando por reestruturações operacionais, societárias, tributárias e de controles administrativos; sempre levando em conta a solução mais adequada para a nova economia, principalmente diante dos desafios trazidos pela digitalização dos negócios. Entre em contato conosco Valuation (Avaliação Econômica-Financeira da empresa e seu valor no mercado); Preparação para novos Investimentos e/ou Desinvestimentos (venda); Controle de custos e formação de preços; Visibilidade e caminhos financeiros. Planejamento Fiscal e Tributário; Estudo de viabilidade financeira; Reestruturação de negócios; IMPULSIONANDO NEGÓCIOS Driving Business Forward Nossa vocação é fortalecer financeiramente nossos clientes, com o compromisso de impulsionar os negócios para outro patamar de resultados. Usamos ferramentas modernas e diagnósticos profissionais para fazer a transformação que sua empresa precisa. Não nos limitamos a somente mapear oportunidades, mas usamos todo nosso conhecimento para implementar métodos e revitalizações operacionais que gerem resultados imediatos. Trabalhamos com análises que demonstram: Os retratos do cenário atual; A construção das alternativas viáveis; Apoio na escolha de caminhos; Execução da estratégia decidida e; Suporte ao longo de todo o processo de implementação e pós-implementação. Entre em contato conosco
- Valuation - Avaliação de Empresas | Advisor.Tips
Quer saber quanto vale a sua empresa? Adotamos os métodos mais consagrados de avaliação de empresas. VALUATION DE EMPRESAS Valuation & Fairness opinion Valuation de Empresas Quanto vale a sua empresa? Quer ter uma opinião independente e profissional sobre a sua empresa? Estas respostas são obtidas ao longo do processo de "Valuation" (Avaliação) das empresas, onde são analisados todos os aspectos do negócio, seus ativos, representação junto ao mercado, projeções futuras e outros fatores que enriquecem as discussões e decisões tomadas por sócios, conselhos de administração e acionistas. Especialmente quando nossos clientes precisam tomar decisões que têm um impacto sobre os seus negócios, que envolvem riscos significativos, altos investimentos e avaliação do momento competitivo, existe a necessidade de conhecer o valor das empresas, seja para realização de desinvestimentos ou negociações que envolvam terceiros ou até mesmo para definir o valor mais adequado a ser considerado em reestruturações societárias internas mais complexas. Existem diversas metodologias de Avaliação Econômica-Financeira que são adotadas para estabelecer o Valor de uma Empresa, seja para negociações de M&A (Mergers and Acquisitions) ou em outros processos de apuração de valor econômico, como ajustes societários que envolvam negociação de quotas entre sócios. Somos consultores especializados e com grande experiência na adoção e escolha das metodologias que melhor demonstrem o valor de seu negócio. Algumas metodologias que podem ser adotadas neste processo de avaliação: FCD - Fluxo de Caixa Descontado Múltiplos de Mercado Transações de Mercado Equity Value Valor de Mercado de Ações Valor Patrimonial Entre em contato ARTIGOS RELACIONADOS Riscos e Controles Não Podem Andar Desacompanhados. Risco e Controle são irmãos siameses. Onde há um, deve obrigatoriamente haver o outro. Separá-los não é apenas um erro conceitual; é um erro operacional, estratégico e, muitas vezes, fatal. Finanças 27 de mai. 3 min de leitura Reforma Tributária: o que o empresário de serviços precisa saber para se preparar agora A Reforma Tributária representa um divisor de águas para o setor de serviços no Brasil. Finanças 9 de abr. 4 min de leitura Surfando a Onda da Inteligência Artificial: Vai Deixar Passar? Você já parou para pensar em quantas oportunidades já deixou escapar por achar que era modismo ou coisa passageira? Ou então, quantas vezes, Tecnologia 13 de ago. de 2024 3 min de leitura Leia mais em nosso blog contato
- Turnaround - Retomada de Resultados | Advisor.Tips
Quer retomar os bons resultados e reverter o momento ruim da empresa? Temos um caminho. RETOMADA DE RESULTADOS Turnaround REVERSÃO DE RESULTADOS NEGATIVOS Sua empresa tem potencial de gerar resultados diferentes? "Turnaround" é a recuperação financeira de empresas que não têm a performance esperada. Normalmente, existem alguns alertas que identificam as empresas que precisam ser restauradas. Pode ser uma queda consistente nos resultados, a redução dos quadros, ou a incapacidade de honrar compromissos assumidos. A queda da vantagem competitiva da empresa e a constatação da existência de produtos ou serviços desatualizados podem também indicar que a empresa precisa estudar estratégias de recuperação. Além disso, a má gestão de recursos, como humanos e capital, pode exercer pressão sobre a empresa. Para poder fazer esta reviravolta, a empresa deve identificar as causas, considerar mudanças e desenvolver e implementar estratégias de solução de problemas. Mas nem sempre a visão interna é suficiente para encontrar caminhos, e sem ajuda, se gasta muito tempo e esforço nesta jornada. A decisão sobre a necessidade de recuperação raramente ocorre de forma isolada, e normalmente é o resultado de decisões internas e apoio externo. Internamente, os administradores podem prestar mais atenção aos processos, custos, gerenciamento e outros fatores que levaram ao declínio, enquanto uma equipe externa de consultores analisam as principais causas do fracasso da empresa e criam um PEN - Plano Estratégico de Negócios que pode incluir reestruturação ou reposicionamento do negócio. Entre em contato ARTIGOS RELACIONADOS Riscos e Controles Não Podem Andar Desacompanhados. Risco e Controle são irmãos siameses. Onde há um, deve obrigatoriamente haver o outro. Separá-los não é apenas um erro conceitual; é um erro operacional, estratégico e, muitas vezes, fatal. Finanças 27 de mai. 3 min de leitura Reforma Tributária: o que o empresário de serviços precisa saber para se preparar agora A Reforma Tributária representa um divisor de águas para o setor de serviços no Brasil. Finanças 9 de abr. 4 min de leitura O Poder das Palavras: Como um Líder Pode Inspirar ou Desanimar Sua Equipe Rapidamente Líderes que usam comunicação positiva motivam e aumentam a produtividade da equipe. Comunicação 1 de mar. 2 min de leitura Leia mais em nosso blog contato



